terça-feira, 6 de agosto de 2013

A luz ao fundo do túnel


Eu sei que me ouves... Eu sei que lês os meus pensamentos aleatórios. Sei que entendes cada detalhe. Sei que não julgas o meu lado negro porque herdei isso de ti. E orgulhas-te de mim, por aquilo que eu sou. Pelas manias e pelo meu jeito anormal. Porque apesar de não teres dito, porque apesar de não te ter prestado atenção como devia... Tu continuas a amar-me. Continuas a acariciar-me e a proteger-me de um jeito que ninguém vê. De uma maneira que ninguém sente. E é verdade. É verdade que eu te sinto comigo. Sinto-te tão perto e ao mesmo tempo tão longe.
Pergunto-me porquê que tinhas que ser tu a ir embora e não eu. Pergunto-me porquê que tiveste de ser tu a sofrer e não eu. E vovó... Perdoa-me mais uma vez. Ouve o meu desespero. Ouve a minha angustia. Eu perco os meus sentimentos, eu perco a cabeça, eu perco tudo. E tu encontras-me no meio da confusão e levantas-me. Dás-me motivos para continuar. Dás-me razões para iluminar o meu caminho e o meu destino.
Porque é mesmo isso que tu és. A luz ao fundo do tunel. A estrela mais cintilante no céu. O sol durante o dia. Porque tu és algo que já faz parte de mim.

5 comentários:

Letícia Santos disse...

adoro, muita força.

Renata disse...

Está lindo!

Liv. disse...

Ela está a olhar por ti, num sitio melhor. Força doce!

teixa pinto disse...

Adorei o texto! Escreves mesmo bem, beijinho.

Carl disse...

Gostei muito (: