quinta-feira, 14 de abril de 2011

live with you, is the best thing I can give.

Bem, ouve-me:
No inicio do ano, estava com um vazio enorme no meu coração que achava que ninguém me podia retirar. Ao conhecer-te, esqueci-me de tudo o que existia á minha volta, mas deste-me a entender duas coisas: aprender e a viver outras coisas. Eras um grande amigo para mim. Tinhas todas as caracteristicas possiveis e imaginárias para dizer que eras o meu melhor amigo, ou irmão mais velho. Ajudavas-me como se fosse da família, e dizias-me o que fazer nos momentos em que tudo se oponha a mim. Fazias com que tudo o que dizia que era muito dificil se torna-se em poucos gestos, uma coisa super fácil. Quando passava algum tempo contigo, sentia aquelas borboletinhas na barriga que me irritavam profundamente. Eu sabia o que sentia, mas não dizia porque achava tudo aquilo que andava á minha volta, era um simples caminho a seguir. Todo aquele tempo, que conversavamos de tudo, tanto de desporto, como dos meus pais, como dos meus problemas, tu estavas e sempre estiveste lá. Foste sempre, mas sempre aquele abrigo onde eu me alegrava e nunca me desiludia por nada. O "teu abrigo" era o sitio onde eu me habituei a estar, foi o teu abrigo e o teu lugar que eu me acostumei a estar. Era bom, e era aconchegante. Fazias-me ver sempre tudo aquilo que eu tinha perdido em tempos que desconhecia. Lembrei-me que esconder o que sentia nunca valeria a pena, e como nunca fui de desistir de nada, fiz o que tinha de ser feito. Assumir tudo. Dizer tudo o que vinha daqui de dentro. Foi um alivio tão grande, mas o melhor de tudo, foi saber que aquilo que tu sentias, era o mesmo que eu. Tudo começou muito devagar, e era assim que tinha de ser. Eu continuava a chamar-te de meu pequenino, como continuas a ser e continuo a chamar, e tu a chamar-me a mim de gigante. De manhã todos os dias, como de costume, e continuo a fazê-lo, levantava-me e mandava-te uma mensagem de Bons dias e tu respondias-me com aqueles smiles sorridentes, onde na minha cabeça eu imaginava os teus olhinhos verdes a brilharem para mim, e aquele teu sorriso lindo que eu amo. Ainda agora sonho com isso. O meu pai continuava fora, e eu sofria com isso. Tu notavas, e tentavas sempre ajudar, e tentar que eu esquecesse isso, porque em pouco tempo, como tu dizias "ele estará cá". Era tão bom ouvir aquilo da tua boca, e saber que tinha/tenho uma pessoa que está sempre disposta a ajudar-me e a apoiar-me no que precisar. No inicio havia como há sempre, aquele "hesitar" e aquela vergonha que nao se consegue esconder de cada uma pessoa. Aprendi a viver com isso, até esquecer, que nao valeria a pena ter vergonha, porque já me tinha habituado a ti. Já me habituei a tudo em ti. Desde esperar por ti as oito da manhã perto da tua escola para estar contigo apenas 2minutos onde posso olhar para ti e matar uma pequenina saudade que se sente sempre de noite. Desde todos os intervalos que vinhas ter comigo ás grades da escola, para tanto eu como tu, contar-mos sempre tudo um ao outro. Tanto as falhas como as vitórias de cada. Desde as "esperas" no final das aulas, desde aquelas mensagens depois de 2segundos de me ter despedido de ti, desde aquelas "festinhas" que me fazes nas bochechas a todo o tempo, desde aquelas gargalhadas tolinhas que costumamos dar, desde de todos aqueles caminhos que costumamos fazer de mãos dadas, e jamais "largadas". Desde aqueles abraços quentinhas que só tu sabes dar quando estamos a tremer, desde daquelas vezes que me passas o teu dedo pelos meus lábios, desde as vezes em que nos sentamos no sofá fixados a olhar um para outro, desde de quando estamos sentados com uma manta por cima, a ver filmes de qual não ligamos nenhum,  desde aqueles telefonemas onde tu adoras dizer que há bastantes interferências, desde aqueles abafos que tu me adoras fazer enquanto estamos a jogar, desde de quando te lembras e me pegas ao colo e começas a andar ás voltas, desde daquelas cartas que eu te costumo fazer, desde tudo. Eu habituei-me a ti, e tudo o que vem de ti. Por isso a única coisa que te peço é que: nunca saias da minha vida, porque tu és a minha vida. Amo-te muito, muito mesmo, amor.

3 comentários:

Margarida disse...

está lindo óh +.+

mariana disse...

obrigada (:

Anônimo disse...

giro texto